<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-25498578</id><updated>2011-04-21T17:33:15.482-07:00</updated><title type='text'>dropsdechuchu</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dropschuchu.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25498578/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dropschuchu.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>dropsdechuchu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05520550207501786114</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25498578.post-114765719773864605</id><published>2006-05-14T18:09:00.000-07:00</published><updated>2006-05-14T19:06:04.006-07:00</updated><title type='text'>O dia é de quem?</title><content type='html'>Suburbão, domingo 14 de maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crônicas  de 1 real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 1_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário são casas de periferia: umas de madeira com a indefectível luz amarela 60wz e tapetinho na entrada; outras menos precárias, com direito a dois pavimentos, sacadinha e ladrilhos coloridos na parede frontal.  Sol escaldante do começo do verão, cerveja gelada, farofa e galinha assada. O básico e alguns incrementos, como os quitutes mais elaborados ou uma e outra eventual taça de vinho. O paraíso da tubaína fervilha.&lt;br /&gt;No vizinho, na esquina, em todos os recantos celebra-se o dia da mãe. Eu juro! Pela manhã fui comprar comida no mercadinho e ouvi certa cantiga, vinda de não-sei-onde enaltecendo "aventais sujos de ovo".  Não nego que, com certo estarrecimento, me peguei cantando na fila do caixa "Coração Materno", onde Vicente Celestino derrama-se melodramático, em acusações contra a ingratidão filial.&lt;br /&gt;Sou mãe. Confesso que não é nada fácil ser mãe. É comum conversar com pessoas que são pais e mães, totalmente perdidas em matéria de conceitos mais rudimentares de educação, como explicações sobre sexo e drogas. Muitos deles tinham a resposta na ponta da língua e eram bem mais espirituosos aos 17. Depois, o gato comeu suas línguas. E resmungam como os chatos que juraram fuzilar em canções de protesto. Crianças e velhos, duas palavras que nos remetem a imagens distintas. O primeiro, impúbere e irresponsável, não veio ao mundo por vontade própria e vivemos reclamando do quão duro nos é educá-lo, como se não estivéssemos simplesmente arcando com uma vida que surgiu de nossas mãos. O segundo, é a imagem do que não queremos ser. E por isso, no dia das mães, toca a comprar blusas de crepe estampado para senhoras que nunca saem de casa senão para consultas médicas. Aparelhos de jantar que elas vão ter, todos os fins-de-semana, que arrumar e limpar depois de nossas visitas com hora marcada. Perfumes que elas usarão para seduzir o vazio das noites de sexta. Bolos açucarados e bebidas que elas, de longe, acompanharão serem servidos, com um olhar distante e diabético.&lt;br /&gt;O dia é das mães, mas a festa é dos filhos. Patéticos filhos que somos, que já somos pais e ainda não crescemos. Ou que ainda nem parimos e já envelhecemos. A criança e o velho são nossas vítimas. E nós, o que somos?&lt;br /&gt;Inofensivos algozes, que enchem balões coloridos, compram salgadinhos por cento para tomar com refrigerante light, lêem jornais para poder conversar na mesa com a sogra, o sogro, a mãe, a tia-avó, sem coragem de suportar um silêncio impregnado de perguntas sem resposta...Nem novos demais pra derramar Sukita no sofá. Nem velhos demais para sermos subestimados, nos presentes sem esperança de vida, dados entre abraços sem jeito e palavras  recortadas de uma velha canção perdida no ar das periferias de minha cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25498578-114765719773864605?l=dropschuchu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dropschuchu.blogspot.com/feeds/114765719773864605/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25498578&amp;postID=114765719773864605' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25498578/posts/default/114765719773864605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25498578/posts/default/114765719773864605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dropschuchu.blogspot.com/2006/05/o-dia-de-quem.html' title='O dia é de quem?'/><author><name>dropsdechuchu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05520550207501786114</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry></feed>
